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Press Release

As Ciências Naturais e o Prêmio Jabuti de Literatura

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Há uma grande variedade de índices com que se comparam países, em termos de sua condição econômica, social ou cultural, sendo o produto interno bruto (PIB), o índice de desenvolvimento humano (IDH), o coeficiente de desigualdade econômica (GINI) ou o nível de desempenho escolar (PISA) alguns dos mais conhecidos, por serem mais amplamente anunciados. Um índice concebível, que se existisse refletiria os demais, seria o de publicações de livros científicos. Para promover crescimento econômico com efetivo desenvolvimento social, um objetivo razoável seria promover a ampliação daquele índice, pois difusão da ciência e formação científica amplia o contingente social responsável pelo progresso tecnológico e cultural, que é base para a autonomia de qualquer nação moderna. Uma variedade de fatores pode contribuir para isso e, há décadas, o Prêmio Jabuti de Literatura tem feito sua parte, como posso mostrar com algo que pessoalmente testemunhei. Há cerca de trinta anos, um grupo de professores do ensino público e um pequeno grupo de professores universitários se reuniram para conceber outras formas de ensinar sua ciência, que produzia pouco interesse e muitas reprovações, em um projeto que se concentrou na formação continuada de seus colegas e na produção de livros para isso. Quando o primeiro […] Leia mais!

Saudação do Jabuti aos concorrentes por Marisa Lajolo

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Notícia maravilhosa: mais de dois mil livros concorrentes ao 57o. Prêmio Jabuti! E como nem sempre cada livro foi escrito por um único par de mãos, a gente pode ter certeza de que quase três mil escribas já estão animados, torcendo: será que eu chego lá? Acho que já chegaram, já chegaram … Mesmo os que não se incluam entre os três vencedores de cada categoria, já merecem cumprimentos. Muitos e muito sinceros cumprimentos! Por quê? Porque estão chegando … Escrever um livro dá muitas alegrias, mas também muito trabalho. Depois de escrito, publicá-lo pode ser outra trabalheira. E é preciso muito feijão com arroz – muito muito muito! - para criar coragem, autorizar e/ou promover sua inscrição no mais prestigiado prêmio brasileiro. Portanto, calorosos e sinceros parabéns a todos os inscritos e inscritas; que este ano de 2015 se marque para todos pela alegria da competição saudável ! Também merecem parabéns os jurados. Pelo regulamento – religiosamente cumprido! – os abnegados leitores e leitoras que leem, avaliam e classificam os inscritos ficam anônimos até a festa da premiação. O anonimato tem vantagens, por exemplo a certeza de que não haverá pressões ao longo do julgamento. Mas… a alegria e […] Leia mais!

Entrevista com a curadora do Prêmio Jabuti Marisa Lajolo para o Conexão Universitária

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À frente da curadoria do Prêmio Jabuti há quase dois anos, Marisa Lajolo é uma das mais favoráveis representantes da entrada do livro digital na premiação. “Achei que uma forma de trazer essa discussão para um nível mais amplo seria incluir entre as categorias premiadas pelo Jabuti o livro digital”, ela diz. Como revela, a ideia já vinha sendo discutida na gestão anterior, e o principal ponto não era aceitar ou não o digital, mas como incluí-lo. A sugestão de incluir os livros infantis partiu dela, por ser o segmento em que, até hoje, ela encontrou mais recursos interessantes a serem explorados. E foi neste ano, no 57º Prêmio Jabuti, que foi anunciada a categoria experimental livro infantil digital. No entanto, a questão levantada por Leonardo Neto, do Publish News, sobre os livros digitais não participarem da categoria livro do ano incomodou muita gente.[6]  O fato de ser uma categoria experimental parece ser a resposta. Essas novidades geraram debates interessantíssimos. No apanhado geral de opiniões, entre críticas e elogios de diferentes tipos, dá, sim, para dizer que houve um consenso de que o reconhecimento do livro digital pelo Jabuti é uma vitória. Por outro lado, uma série de outras questões foi […] Leia mais!

Livro Digital no Jabuti por Marisa Lajolo

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Ah, as categorias do JABUTI… Como distinguir um conto de uma crônica? E uma obra infantil de uma juvenil? E agora ainda temos os jovens adultos. Por mais rigorosos que pretendam ser os estudos literários e linguísticos que se ocupam do assunto, acabam não dando conta.Tampouco aquelas palavrinhas que acompanham a ficha catalográfica dão conta. Mas, classificar coisas é uma das paixões humanas, não é mesmo? Classifiquemos pois!! Em pauta, livros digitais. Como chamar e definir estes irmãos mais novos dos livros de papel? As sugestões são várias, muitas já em circulação: ebooks, objetos digitais, aplicativos, @books… Por aí vai. O tempo se encarregará de cristalizar uma delas. Mas a Câmara Brasileira do Livro (CBL) não podia esperar pela cristalização terminológica. Por isso é experimental o prêmio instituído para a categoria livro infantil digital. Que, na nossa perspectiva – construída depois de muita leitura, consultas e conversas – se caracteriza por valer-se de varias linguagens e exigir interação (claro que será melhor se a interação não se limitar ao virar das páginas); capa e sumário para o leitor navegador (também as vezes chamado de usuário) poder orientar-se a vontade, ficha catalográfica e iSBN para haver identificação formal. Em tempo: não […] Leia mais!

JABUTI 2015 – Categorias por Marisa Lajolo

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Tenho certeza de que os bebês já nascem classificando: o útero da mamãe era diferente (e melhor) que as mãos da parteira, e para chupar, dedão é melhor do que qualquer objeto que aqueles vultos gigantescos lhes enfiam na boca… Mas, pelo menos no mundo dos livros não é assim tão fácil classificar. As categorias pelas quais se distribuem os Jabutis deste ano que o digam. E, dizendo-o, prolongam-se as discussões que acompanham o mais prestigiado prêmio brasileiro desde sua primeira edição em 1959. Verdade verdadeira é que as categorias do Jabuti contemplam diferentes aspectos do objeto livro. Romance, por exemplo, é uma classificação baseada em gênero literário. Livro juvenil contempla o público alvo da obra; Arquitetura se define pelo tema / conteúdo da obra… E assim por diante! Além disso, nenhuma das categorias contempladas pelo prêmio existe sozinha. E possível uma capa sem um miolo? Ou um projeto gráfico sem texto? Ou seja, categorias precisam às vezes dissociar o que, na verdade, é indissociável. Mas, vá lá – estabelecendo e nomeando categorias para o mais prestigiado premio brasileiro, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) acredita reconhecer e conferir visualidade à complexidade e sofisticação da cadeia produtiva do livro brasileiro. […] Leia mais!

Novidades do Prêmio Jabuti 2015

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Em encontro na Livraria Cultura, Ignácio Loyola Brandão e Marisa Lajolo falam sobre o papel de obras adaptadas na formação de leitores e o futuro do livro digital. Nesta segunda-feira (3), a Livraria Cultura foi palco do segundo encontro da série “Jabuti entre Autores e Leitores”, uma ação da Câmara Brasileira do Livro (CBL) para difundir o Prêmio Jabuti. Marisa Lajolo, curadora da premiação, e Ignácio Loyola Brandão, autor consagrado, participaram do bate-papo mediado por Gustavo Ranieri, editor da Revista da Cultura, e comentaram as principais novidades do concurso em 2015. “O Prêmio Jabuti teve início há 57 anos, com apenas 7 categorias. Hoje, já são 27 frentes de trabalho distintas, sendo duas inéditas, com o intuito de acompanhar a constante evolução do mercado. Diante deste cenário, a edição de 2015 traz a nova modalidade ‘Infantil Digital’, em caráter experimental. Como a definição livro digital ainda é vaga, procuramos contemplar o segmento infantil desde os e-Pubs até os Apps”, explica Marisa. Para Loyola, o ponto alto foi o reconhecimento das adaptações como objeto de premiação. “Muitas obras importantes são lidas em versões encurtadas, mais lúdicas, pelo publico mais jovem. Quando criança, tive contato com ‘Moby Dick’ pela primeira vez e, […] Leia mais!

Como é que o Prêmio Jabuti muda?

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Como é que o Prêmio Jabuti muda? Mudando, ora! Jabuti, o simpático e cascudo bichinho que dá nome aos mais prestigiado prêmio brasileiro para livros está quase completando sessenta anos. Os premiados de 1958 receberam suas estatuetas no ano seguinte – 1959. Naquele final dos anos 50, assinalava-se a vitória de Fidel Castro em Cuba e a da tenista brasileira Maria Esther Bueno em Wimbleton. Junto com isso, a Câmara Brasileira do Livro celebrava Sérgio Milliet, Jorge Medauar, Mario da Silva Brito, Carlos Bastos, Renato Sêneca Fleury, Isa Silveira Leal e Jorge Amado. Belo time, não é mesmo? Pois é… Naquele ano, poucas categorias eram contempladas pelo prêmio que nascia. Pouco mais que meia dúzia: personalidade do ano, ensaios, história literária, ilustração, literatura infantil, literatura juvenil e romance. Já no ano seguinte, capa e poesia ampliaram o arco.  De lá para cá, entre ingressantes e despedidos, são quase trinta as categorias que disputam o Jabuti. Discutir categorias é sempre interessante. Pode render horas de papo e no caso de livros, o papo pode ficar interminável. Já no final do século XVIII, havia quem achasse (o poeta inglês Wordsworth, por exemplo)  que era perda de tempo discutir se um livro era […] Leia mais!

Prêmio Jabuti – Categoria Adaptação

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Prêmio Jabuti Categoria Adaptação Na França de 1717 sai o livro “As aventuras de Telêmaco”, escrito pelo então já falecido Fénelon. E quem era Telêmaco? Filho de Ulisses, o protagonista de “A Odisseia”. Então “As aventuras de Telêmaco” foram quase um proto exemplar de fan fiction?  Parece… Do outro lado do canal da Mancha, em 1807, quando Dom Joao VI nem havia ainda chegado ao Brasil e nem tínhamos direito a imprimir, na Inglaterra que empurrou Dom João VI para o lado de baixo do Equador – foi lançada uma adaptação das peças de Shakespeare. Ate hoje circulam em diferentes línguas, os “Tales from Shakespeare” dos irmãos Charles & Mary Lamb . Também o Brasil entrou na onda. A partir de 1880, Carlos Jansen publicou adaptações, entre outros títulos, dos clássicos “As mil e uma noites” e “Viagens de Gulliver Ou seja, adaptações têm uma longa e honrada historia no mundo das letras. Inclusive nas nacionais: a adaptação de “As mil e uma noites” teve prefácio de Machado de Assis. Pareceu, assim, à Câmara Brasileira do Livro (CBL) que o gênero merecia integrar as categorias contempladas com o Jabuti. Maneira de o prêmio continuar fiel a seu aqui e seu […] Leia mais!

E o Prêmio Jabuti, vai bem?

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E o Prêmio Jabuti, vai bem? (Por Marisa Lajolo) Vai muito bem! Há 56 anos (em 1959), numa noite de 11 de novembro, na Av. Ipiranga o primeiro prêmio Jabuti – criado pela Câmara Brasileira do Livro- foi entregue a até hoje queridos e muito respeitados intelectuais brasileiros: Jorge Amado, Isa Silveira Leal, Renato Sêneca Fleury, Jorge Medauar, Ademir Martins, Carlos Bastos, Mário da Silva Brito,  Sergio Milliet e a Saraiva. A lista destes primeiros premiados sugere o olhar atento, arguto e cuidadoso-voltado para o futuro- com que o júri convidado pela Câmara Brasileira do Livro, no desempenho de suas funções, observa o panorama dos livros brasileiros. Olhar informado e esperto, capaz de identificar o novo. Pois, como dizia Camões no século XVI, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. E como poetas têm sempre razão, o Jabuti acredita que também o mundo dos livros “é composto de mudança / tomando sempre novas qualidades”. E que mudanças teriam sido as que o Jabuti de 1959 consagrou? Foram muitas, das quais enumero apenas três: Gabriela, cravo e canela marca uma nova e até hoje festejada vertente da literatura de Jorge Amado. Livros para crianças e jovens – representados pelos prêmios a Isa […] Leia mais!

Ignácio de Loyola Brandão participa de bate-papo na Livraria Cultura

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O segundo encontro da série “Jabuti entre Autores e Leitores” de 2015, idealizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), promove um bate-papo com o escritor Ignácio de Loyola Brandão. O evento acontece no próximo dia 3 de agosto, no Auditório Eva Herz, da Livraria Cultura, e contará também com as presenças da curadora do Prêmio Jabuti, Marisa Lajolo, e do editor-chefe da Revista da Cultura, Gustavo Ranieri Oliveira. Loyola Brandão é autor das obras “O Menino que Vendia Palavras”, vencedora do Prêmio Jabuti na categoria Livro do Ano de Ficção, e “O Homem que Odiava Segunda-Feira”, premiada em Contos e Crônicas. Atualmente, o escritor atua como cronista do jornal O Estado de S. Paulo, no Caderno 2. Marisa Lajolo é curadora do prêmio, mestre e doutora em Literatura pela USP, pós doutora na Brown University, professora de Literatura na Universidade Presbiteriana Mackenzie e na Unicamp. Já Gustavo Ranieri é editor-chefe da Revista da Cultura desde 2011. Ele atua em jornalismo há 11 anos, colaborando com importantes veículos do país e mediando diversos eventos literários. Prêmio Jabuti 2015 A 57ª edição do Prêmio Jabuti está com as inscrições abertas até 31 de julho. Esse ano, serão 27 categorias, sendo duas inéditas: […] Leia mais!