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Câmara Brasileira do Livro anuncia Livros do Ano


Câmara Brasileira do Livro anuncia Livros do Ano em cerimônia do 58º Prêmio Jabuti

O evento contou com a premiação dos vencedores, anúncio do “Escolha do Leitor” e Livros do Ano de Ficção e Não Ficção, e homenagem à Lygia Fagundes Telles

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) realizou nesta quinta-feira, 24 de novembro, a cerimônia do 58º Prêmio Jabuti, no Auditório Ibirapuera. O evento, que contou com a entrega das estatuetas do Jabuti para os vencedores, anunciou também os contemplados pelos Livro do Ano Ficção e Não Ficção, além do “Escolha do Leitor”.

O Livro do Ano Ficção foi para “A Resistência”, de Julián Fuks (Companhia das Letras). O Não Ficção foi compartilhado por duas obras, por conta de um empate: “Mário de Andrade: Eu sou Trezentos: Vida e Obra”, do autor Eduardo Jardim (Edições de Janeiro), e “Dicionário da História Social do Samba”, de Nei Lopes e Luiz Antonio Simas (Civilização Brasileira). Já o “Escolha do Leitor” – realizado em parceria com a Amazon.com.br, premiou o livro “Ainda Estou Aqui”, de Marcelo Rubens Paiva (Alfaguara), na categoria Romance; “Amora”, de Natalia Borges Polesso (Não Editora) em Contos & Crônicas; e “Vertigens”, de Wilson Alves Bezerra (Iluminuras) em Poesia.

Os primeiros colocados das 27 categorias receberam o troféu Jabuti e R$ 3,5 mil; também os vencedores dos segundos e terceiros lugares ganharam o troféu. Os vencedores do Livro do ano Ficção e Livro do Ano Não Ficção, definidos por votação por profissionais do mercado editorial, foram comtemplados, individualmente, com o prêmio de R$ 35 mil, além da estatueta dourada. Os vencedores do “Escolha do Leitor” receberam um prêmio adicional, decidido pela avaliação dos leitores, pelo site www.amazon.com.br/premiojabuti.

Nesta edição, a escritora Lygia Fagundes Telles foi homenageada com o prêmio Personalidade Literária pelo conjunto de sua obra. Na ocasião, a escritora e atriz Bruna Lombardi fez uma leitura de fragmentos de seus livros, e a autora recebeu uma homenagem em vídeo, com depoimentos de grandes autores e profissionais ligados ao livro e à cultura: Ignácio de Loyola Brandão, Lúcia Telles, Nélida Pinõn, Ana Maria Martins, Danilo Miranda, Luís Antonio Torelli e Marisa Lajolo.

Os vencedores das 27 categorias foram escolhidos entre mais de 2.400 obras inscritas, por júris especialistas de cada categoria. O Júri foi indicado pelo Conselho Curador do Prêmio, composto por Marisa Lajolo, Antonio Carlos de Morais Sartini, Frederico Barbosa, Luís Carlos de Menezes e Pedro Almeida. Apenas no dia da cerimônia, o júri foi conhecido por todo o público. A relação de vencedores foi validada pelo Conselho Curador e pela Auditoria Ecovis Pemom, e está disponível em www.premiojabuti.org.br.

Conheça a relação de vencedores:

Adaptação: 1º Lugar – Título: Hamlet ou Amleto – Autor(a): Rodrigo Lacerda – Editora: Editora Zahar / 2º Lugar – Título: A Flauta Mágica e o Livro da Sabedoria – Autor(a): Del Candeias – Editora: Sesi-SP Editora / 3º Lugar – Título: Auto da Barca do Inferno – Autor(a): Ivo Barroso – Editora: Sesi-SP Editora

Arquitetura, Urbanismo, Artes e Fotografia: 1º Lugar – Título: Histórias Mestiças: Catálogo – Autor(a): Lilia Moritz Schwarcz e Adriano Pedrosa (org) – Editora: Editora Cobogó / 2º Lugar – Título: Kazuo e Yoshito Ohno – Autor(a): Emidio Luisi – Editora: Edições Sesc São Paulo / 3º Lugar – Título: Rio – Autor(a): Marc Ferrez – Editora: Instituto Moreira Salles

Biografia: 1º Lugar – Título: Mário de Andrade: Eu sou Trezentos: Vida e Obra – Autor(a): Eduardo Jardim – Editora: Edições de Janeiro / 2º Lugar – Título: Tancredo Neves: a Noite do Destino – Autor(a): José Augusto Ribeiro – Editora: Civilização Brasileira / 3º Lugar – Título: D. Pedro: a História não Contada – Autor(a): Paulo Rezzutti – Editora: Leya

Capa: 1º Lugar – Título: O Gigante Enterrado – Capista: Alceu Chiesorin Nunes – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Baré: Povo do Rio – Capista: Tuut Design – Editora: Edições Sesc São Paulo / 3º Lugar – Título: O Sumiço – Capista: Diogo Droschi – Editora: Autêntica

Ciências da Natureza, Meio Ambiente e Matemática: 1º Lugar – Título: Capitalismo e Colapso Ambiental – Autor(a): Luiz Marques – Editora: Editora Unicamp / 2º Lugar – Título: A Utilidade do Conhecimento – Autor(a): Carlos Vogt – Editora: Editora Perspectiva / 3º Lugar – Título: Energia e Matéria: da Fundamentação Conceitual às Aplicações Tecnológicas – Autor(a): Carlos Alberto dos Santos (org) – Editora: Editora Livraria da Física

Ciências da Saúde: 1º Lugar – Título: Tratado de Neurocirurgia – Autor(a): Mario G. Siqueira – Editora: Manole / 2º Lugar – Título: Ecocardiografia Fetal – Autor(a): Lilian Lopes – Editora: Revinter / 3º Lugar – Título: Acidente Vascular Cerebral Prevenção, Tratamento Agudo e Reabilitação – Autor(a): Gisele Sampaio Silva, Renata Carolina Acri Nunes Miranda, Rodrigo Meirelles Massaud – Editora: Editora Atheneu

Ciências Humanas: 1º Lugar – Título: Flores, Votos e Balas – Autor(a): Angela Alonso – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Mutações: Fontes Passionais da Violência – Autor(a): Adauto Novaes (org.) – Editora: Edições Sesc São Paulo / 3º Lugar – Título: Ancestrais e suas Sombras: Uma Etnografia da Chefia Kalapalo e seu Ritual Mortuário – Autor(a): Antonio Guerreiro – Editora: Editora da Unicamp

Comunicação: 1º Lugar – Título: Para Além do Código Digital. O Lugar do Jornalismo em um Mundo Interconectado. – Autor(a): Carlos Sandano – Editora: Edufscar / 2º Lugar – Título: Comunicação, Mediações, Interações – Autor(a): Lucrécia D’alessio Ferrara – Editora: Paulus Editora / 3º Lugar – Título: Incômodos Best-Sellers, USA: Publicidade, Consumo e seus Descontentes – Autor(a): José Carlos Durand – Editora: Editora da Universidade de São Paulo

Contos e Crônicas: 1º Lugar – Título: Amora – Autor(a): Natalia Borges Polesso – Editora: Não Editora / 2º Lugar – Título: As Mentiras que as Mulheres Contam – Autor(a): Luis Fernando Verissimo – Editora: Objetiva / 3º Lugar – Título: Eles Não Moram Mais Aqui – Autor(a): Ronaldo Cagiano – Editora: Editora Patuá

In Memoriam – Título: Jeito de Matar Lagartas – Autor(a): Antonio Carlos Viana – Editora: Companhia das Letras

Didático e Paradidático: 1º Lugar – Título: Sete Janelinhas – Meus Primeiros Sete Quadros – Autor(a): Carla Caruso e May Shuravel – Editora: Editora Moderna / 2º Lugar – Título: Convivendo em Grupo – Almanaque de Sobrevivência em Sociedade – Autor(a): Leusa Araújo – Editora: Editora Moderna / 3º Lugar – Título: O Mundo dos Livros – Autor(a): Bia Bedran – Editora: Nova Fronteira

Direito: 1º Lugar – Título: Direito Civil: Responsabilidade Civil – Autor(a): Bruno Nubens Barbosa Miragem – Editora: Editora Saraiva / 2º Lugar – Título: Dicionário de Direito de Família e Sucessões: Ilustrado – Autor(a): Rodrigo da Cunha Pereira – Editora: Editora Saraiva / 3º Lugar – Título: Autonomia e Frustração da Tutela Penal – Autor(a): Maria Auxiliadora Minahim – Editora: Editora Saraiva

Economia, Administração, Negócios, Turismo, Hotelaria e Lazer: 1º Lugar – Título: Devagar e Simples – Autor(a): André Lara Resende – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Propriedade Intelectual e Inovações na Agricultura – Autor(a): Antônio Márcio Buainain, Maria Beatriz Machado Bonacelli e Cássia Isabel Costa Mendes – Editora: Ideia D / 3º Lugar – Título: Saúde e Cidadania: a Tecnologia a Serviço do Paciente e não ao Contrário – Autor(a): Claudio Lottenberg – Editora: Editora Atheneu

Educação e Pedagogia: 1º Lugar – Título: Redesenhando o Desenho – Educadores, Política e História – Autor(a): Ana Mae Barbosa – Editora: Cortez Editora / 2º Lugar – Título: História do Tempo e Tempo da História: Estudos de Historiografia e História da Educação – Autor(a): Dermeval Saviani – Editora: Autores Associados / 3º Lugar – Título: Juventude e Pensamento Conservador no Brasil – Autor(a): Katya Mitsuko Zuquim Braghini – Editora: EDUC – Editora da PUC-SP / Fapesp

Engenharias, Tecnologias e Informática: 1º Lugar – Título: Operações Unitárias na Indústria de Alimentos – Autor(a): Carmen Cecilia Tadini, Vânia Regina Nicoletti, Antonio José de Almeida Meirelles, Pedro de Alcântara Pessoa Filho – Editora: LTC / 2º Lugar – Título: Hidrologia – Autor(a): Luciene Pimentel – Editora: Editora Elsevier / 3º Lugar – Título: Drenagem Urbana – Autor(a): Marcelo Miguez Et Al – Editora: Editora Elsevier

Gastronomia: 1º Lugar – Título: O Frango Ensopado da Minha Mãe – Autor(a): Nina Horta – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Cozinha e Indústria em São Paulo: do Rural ao Urbano – Autor(a): Maria Cecília Naclério Homem – Editora: Editora da Universidade de São Paulo / 3º Lugar – Título: Queijos Brasileiros à Mesa com Cachaça, Vinho e Cerveja – Autor(a): Bruno Cabral e Manoel Beato – Editora: Editora Senac São Paulo

Ilustração: 1º Lugar – Título: Novelas Exemplares – Ilustrador(a): Vânia Mignone – Editora: Cosac Naify / 2º Lugar – Título: Terra Papagalli – Ilustrador(a): Eduardo Parentoni Brettas – Editora: Marte Cultura e Educação / 3º Lugar – Título: Quando me Descobri Negra – Ilustrador(a): Mateu Velasco – Editora: Sesi-SP Editora

Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil: 1º Lugar – Título: O Barco dos Sonhos – Ilustrador(a): Rogério Coelho – Editora: Editora Positivo / 2º Lugar – Título: Minha Vó sem Meu Vô – Ilustrador(a): Mariângela Haddad – Editora: Miguilim / 3º Lugar – Título: Flávia e o Bolo de Chocolate – Ilustrador(a): Bruna Assis Brasil – Editora: Rocco

Infantil: 1º Lugar – Título: Inês – Autor(a): Roger Mello – Editora: Companhia das Letrinhas / 2º Lugar – Título: Lá e Aqui – Autor(a): Carolina Moreyra e Odilon Moraes – Editora: Editora Zahar / 3º Lugar – Título: A Divina Jogada – Autor(a): José Santos – Editora: Editora Nós

Infantil Digital: 1º Lugar – Título: Pequenos Grandes Contos de Verdade – Autor(a): Oamul Lu e Isabel Malzoni – Editora: Editora Caixote / 2º Lugar – Título: Mãos Mágicas – Autor(a): Tereza Yamashita & Suppa – Editora: Editora Sesi-SP / 3º Lugar – Título: Chove Chuva – Aprendendo com a Natureza: Sabedoria Popular – Autor(a): Magali Queiroz – Editora: Alis Editora

Juvenil: 1º Lugar – Título: O Labatruz e Outras Desventuras – Autor(a): Judith Nogueira – Editora: Quatro Cantos / 2º Lugar – Título: Cartas a Povos Distantes – Autor(a): Fábio Monteiro – Editora: Paulinas / 3º Lugar – Título: Iluminuras – Autor(a): Rosana Rios – Editora: Editora Lê

Poesia: 1º Lugar – Título: Agora Aqui Ninguém Precisa de Si – Autor(a): Arnaldo Antunes – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Ópera de Nãos – Autor(a): Salgado Maranhão – Editora: 7Letras / 3º Lugar – Título: Da Lua Não Vejo a Minha Casa – Autor(a): Leonardo Aldrovandi – Editora: V. de Moura Mendonça Livros (Selo Demônio Negro)

Projeto Gráfico: 1º Lugar – Título: Capas de Santa Rosa – Responsável pelo projeto gráfico: Negrito Produção Editorial – Editora: Edições Sesc São Paulo e Ateliê Editorial / 2º Lugar – Título: Maní – Responsável pelo projeto gráfico: Paola Biachi, Daniel Redondo, Elena Rizzo. – Editora: DBA / 3º Lugar – Título: Marcas do Tempo: Registros das Marcas Comerciais do Pará – 1895 a 1922 – Responsável pelo projeto gráfico: Paulo Maurício Coutinho – Editora: Secretaria de Cultura do Pará / Junta Comercial do Pará

Psicologia, Psicanálise e Comportamento: 1º Lugar – Título: Lacan Chinês: Poesia, Ideograma e Caligrafia Chinesa de uma Psicanálise – Autor(a): Cleyton Andrade – Editora: Editora da Universidade Federal de Alagoas / 2º Lugar – Título: Mal- Estar, Sofrimento e Sintoma – Autor(a): Christian Ingo Lenz Dunker – Editora: Boitempo Editorial / 3º Lugar – Título: Litorais da Psicanálise – Autor(a): Ana Costa – Editora: Escuta

Reportagem e Documentário: 1º Lugar – Título: Cova 312 – Autor(a): Daniela Arbex – Editora: Geração / 2º Lugar – Título: A Outra História da Lava-jato – Autor(a): Paulo Moreira Leite – Editora: Geração / 3º Lugar – Título: A Noite do Meu Bem – Autor(a): Ruy Castro – Editora: Companhia das Letras

Romance: 1º Lugar – Título: A Resistência – Autor(a): Julián Fuks – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Bazar Paraná – Autor(a): Luis S. Krausz – Editora: Benvirá / 3º Lugar – Título: Desesterro – Autor(a): Sheyla Smanioto – Editora: Record

Teoria/Crítica Literária, Dicionários e Gramáticas: 1º Lugar – Título: Dicionário da História Social do Samba – Autor(a): Nei Lopes e Luiz Antonio Simas – Editora: Civilização Brasileira / 2º Lugar – Título: Língua e Sociedade Partidas: a Polarização Sociolinguística do Brasil – Autor(a): Dante Lucchesi – Editora: Editora Contexto / 3º Lugar – Título: Argumentação – Autor(a): José Luiz Fiorin – Editora: Editora Contexto

Tradução: 1º Lugar – Título: Hamlet – Tradutor(a): Lawrence Flores Pereira – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Poética – Tradutor(a): Paulo Pinheiro – Editora: Editora 34 / 3º Lugar – Título: O Sumiço – Tradutor(a): Zéfere – Editora: Autêntica

Sobre a CBL
Fundada em 20 de setembro de 1946, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) congrega editores, livreiros, distribuidores e creditistas de todo o Brasil com o objetivo maior de valorizar o livro e, assim, desenvolver e ampliar o mercado. As ações para difundir e estimular o hábito da leitura e a democratização do acesso ao livro são as maiores bandeiras da entidade. A CBL organiza alguns dos mais importantes e tradicionais eventos do setor editorial brasileiro, como a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o Prêmio Jabuti, o Congresso Internacional CBL do Livro Digital e a Escola do Livro, além de participar de feiras nacionais e internacionais. Em 2016 a entidade completa 70 anos.

Sem Vista para o Mar. Contos de Fuga de Carol Rodrigues


sem vista para o mar

Sem Vista para o Mar
Por Marisa Lajolo, curadora do Prêmio Jabuti
https://www.facebook.com/marisa.lajolo
Em 12/06/2016

Sem Vista para o Mar. Contos de Fuga.
1º Lugar na categoria Contos e Crônicas em 2015
Autora: Carol Rodrigues
Editora: Edith

Pequeno, discreto e bonito. Bonito por dentro e bonito por fora, ganhou um Jabuti no ano passado o livro destes 22 contos. A bela capa os batiza “Sem vista para o mar” e em subtítulo eles se definem como ” contos de fuga” . A autora é Carol Rodrigues e a editora Mendonça Livros.

As historias são alinhavadas numa linguagem extremamente original e trabalhada. É muito cuidadoso o trabalho de joalheria da autora, que leva as palavras da vida diária a se ajeitarem em frases e modos de dizer que lhes conferem imprevistos sentidos. Sentidos imprevistos que ressoam em várias histórias. Por sua vez, povoadas por personagens igualmente imprevistos.

Cabe ao leitor (esperto) arrematar o alinhavo: leitura envolvida, pontilhada de descobertas. Afinal … “ Ah ! o Murilo não é aquele mesmo Murilo lá de trás ?” “E o bar Coyote … ? “ “ Essa fulana já não apareceu antes ?”

Ao longo dos contos – e mesmo no interior de alguns deles- cruzam-se várias vozes. Mesmo quando narrados em terceira pessoa – aquela narração em que quem conta a historia não toma parte nela – quem narra os contos que Carol Rodrigues escreveu, parece não saber tudo daquilo que narra: imagina, suspeita, tem hipóteses. Que divide com o leitor.

O procedimento tem admiráveis efeitos de sentido: embaçada a voz que conta a historia, desmancha-se a superioridade do narrador, e o leitor ganha um parceiro. Oba…! “Como eu, quem conta a historia não sabe tudo. Que nem todo mundo na vida real…”

Será? Comigo foi. Foi assim que li o livro.

O livro é povoado de personagens com quem nem sempre cruzamos todos os dias. Será?  Talvez não.  Ou talvez nem sempre. Melhor talvez seja dizer que as histórias deste “Sem vista para o mar” nos fazem cruzar com outras identidades de gente que achamos que conhecemos: quem é mesmo aquela mulher que oferece Danoninho para a filha? A mulher do homem vespertino não sabia mesmo o que fazia seu companheiro?

Vai saber…

Desastre na estrada, preparativos de festa de criança, sessão de cinema, inconfidentes e bandeirantes, pão na chapa na padaria… são  cenários e circunstâncias em que se movem as criaturas de Carol Rodrigues. Cenários, talvez, como anuncia o título do livro, “sem vista para o mar”. E lá pelas tantas – ao ler no fecho de uma das historias que “final feliz é somente o litoral”, o leitor sorri e se sente preparado para, na carona de outra personagem, refazer o sentido, pois” queria ver o mar que faz tempo”.

Curiosidade: Prêmio Jabuti – História e Nome


A história do Prêmio Jabuti começa por volta de 1958, em um período repleto de desafios para o mercado editorial, com recursos escassos e baixa articulação do segmento. Apesar das adversidades, não faltava entusiasmo aos dirigentes da Câmara Brasileira do Livro naquela época. A primeira premiação ocorreu no final do ano de 1959, em solenidade simples e despretensiosa, realizada no auditório da antiga sede da CBL, na avenida Ipiranga. Foram laureados autores como Jorge Amado, na categoria Romance, pela obra “Gabriela, Cravo e Canela”. A Saraiva ganhou o prêmio de Editor do Ano.

Mas por que um jabuti para nomear um prêmio do livro? A resposta tem explicação no ambiente cultural e político da época, influenciado, sobretudo, pelo modernismo e nacionalismo, pela valorização da cultura popular brasileira, nas raízes indígenas e africanas, nas suas figuras míticas, símbolos seculares carregados de sabedoria e experiência de vida e legados de uma geração à outra.

E foi Monteiro Lobato, provavelmente, o mais prolífico na recriação literária das histórias desses personagens meio enigmáticos, meio reveladores e sempre sedutores do folclore nacional. Um desses personagens da literatura infantil de Lobato é, como se sabe, o jabuti. O pequeno quelônio, já familiar no imaginário das culturas indígenas tupi, ganhou vida e personalidade nas fabulações do autor das “Reinações de Narizinho”, como uma tartaruga vagarosa, mas obstinada e esperta, cheia de tenacidade para vencer obstáculos, para enganar concorrentes mais bem-dotados e chegar na frente ao fim da jornada. Com essas credenciais, ganhou também a simpatia e a preferência dos dirigentes da CBL. Eles o elegeram para inspirar e patrocinar um prêmio para homenagear e promover o livro.

Como concorrer ao Prêmio Jabuti ?


Para concorrer, a obra deverá ser inédita e ter sido escrita por autor brasileiro e publicada em língua portuguesa no Brasil, em primeira edição, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2015.

A obra vencedora em primeiro lugar de cada categoria receberá, além do Troféu Jabuti, um prêmio no valor de R$ 3.500,00. O Prêmio Jabuti também é concedido para o Livro do Ano Ficção e Livro do Ano Não Ficção, cujos vencedores recebem, cada um, R$ 35.000,00.

As inscrições vão até 15 de julho e podem ser feitas tanto pelo autor, como pela editora da obra, no site www.premiojabuti.org.br, onde está disposto o regulamento completo da premiação.

Categorias participantes

  • Adaptação
  • Arquitetura, Urbanismo, Artes e Fotografia
  • Biografia
  • Capa
  • Ciências da Natureza, Meio Ambiente e Matemática
  • Ciências da Saúde
  • Ciências Humanas
  • Comunicação
  • Contos e Crônicas
  • Didático e Paradidático
  • Direito
  • Economia, Administração, Negócios, Turismo, Hotelaria e Lazer
  • Educação e Pedagogia
  • Engenharias, Tecnologias e Informática
  • Gastronomia
  • Ilustração
  • Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil
  • Infantil
  • Infantil Digital
  • Juvenil
  • Poesia
  • Projeto Gráfico
  • Psicologia, Psicanálise e Comportamento
  • Reportagem e Documentário
  • Romance
  • Teoria/ Crítica Literária, Dicionários e Gramáticas
  • Tradução

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Jabuti 2016


A partir de 16 de maio, editores e autores brasileiros poderão inscrever suas obras no mais tradicional e prestigiado prêmio literário do Brasil, o Prêmio Jabuti.

Outorgado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) a 27 categorias, o Jabuti confere aos vencedores o reconhecimento da comunidade intelectual brasileira, do mercado editorial e, principamente, dos leitores.

“É missão da CBL elevar o livro e a leitura a novos patamares. É com orgulho e satisfação que lançamos a 58a edição do Prêmio Jabuti, que coroa esforços e valoriza editores, escritores, ilustradores, capistas, designers e tradutores nas diferentes categorias da criação e produção editorial do livro”, afirma Luís Antonio Torelli, presidente da CBL.

Para marcar o lançamento da edição 2016 do prêmio, a CBL organizará um bate-papo sobre livro e leitura com os acadêmicos José Goldemberg, Ruth Rocha e Walcyr Carrasco, com moderação da professora Marisa Lajolo e do professor Gabriel Chalita, no próximo dia 19, na Academia Paulista de Letras, em São Paulo.

“Como curadora do Jabuti, mobilizamos esforços para reforçar a relevância do prêmio como agente necessário para a qualificação da leitura no Brasil”, comenta Marisa Lajolo.

Atuando ao lado da Curadora, a Professora Marisa Lajolo, fazem parte do Conselho Curador do Jabuti 2016:

  • Antonio Carlos de Morais Sartini, diretor do Museu da Língua Portuguesa
  • Frederico Barbosa, escritor e professor, dirigiu a Casa das Rosas por doze anos
  • Luís Carlos de Menezes, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo
  • Pedro Almeida, editor

Pedro Almeida integra Conselho Curador do Prêmio Jabuti 2016


Na noite da última quinta-feira (19), na Academia Paulista de Letras (APL), foi lançada a 58ª edição do Prêmio Jabuti e anunciados os membros do Conselho Curador do prêmio. Pedro Almeida, nosso colunista, é a novidade no conselho que é completo por Antonio Carlos de Morais Sartini, Frederico Barbosa e Luís Carlos de Menezes, que já integravam a equipe no ano passado.

O Conselho Curador é responsável, junto com a comissão do Prêmio Jabuti, por acompanhar as etapas do prêmio, indicar o corpo de jurados, além de se pronunciar em casos de omissões no regulamento e em casos de dúvidas, como, por exemplo, quanto ao pertencimento de uma obra à categoria na qual ela foi inscrita.

O Prêmio Jabuti está com inscrições abertas até o dia 15 de julho. Ao todo, serão 27 categorias, incluindo as de Adaptação e Infantil Digital, que foram apresentadas como novidades na edição passada. Além do troféu, a obra premiada receberá a quantia de R$ 3,5 mil e os livros do ano (ficção e não ficção) levam para casa R$ 35 mil.

CBL divulga os livros do ano da 57ª Edição do Prêmio Jabuti


Os nomes foram anunciados na cerimônia de premiação dos vencedores de cada uma das 27 categorias.

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou, na noite desta quinta-feira, os nomes dos livros do ano. O Livro do Ano de Ficção é Quarenta dias, de Maria Valéria Rezende (editora Objetiva);  o de Não-Ficção, A casa da vovó – uma biografia de Doi-Codi, de Marcelo Godoy (editora Alameda). A divulgação foi feita na cerimônia de entrega do 57º Prêmio Jabuti, realizada na noite de quinta-feira, 3 de dezembro, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo.

A solenidade fecha de forma bastante positiva mais uma edição do Prêmio Jabuti, que foi marcada pela inovação, transparência e número recorde de inscrições – um total de 2.575. As novidades deste ano foram as categorias Adaptação, que reconhece o talento dos escritores que fazem esse trabalho e Infantil Digital. “A CBL acompanha as mudanças do mercado e registra a crescente participação digital no mundo do livro. Esta é a primeira incursão do Prêmio Jabuti no universo tecnológico. Muitas outras virão”, afirma Marisa Lajolo, curadora do prêmio.

Foram também entregues os prêmios aos autores vencedores em cada uma das 27 categorias – primeiro, segundo e terceiros lugares. A lista de ganhadores da 57ª edição do Prêmio Jabuti pode ser acessada no site oficial:http://premiojabuti.com.br/resultados-jabuti-2015/

O escritor Mauricio de Sousa recebeu uma homenagem especial, em razão da relevante contribuição ao prazer da leitura, na formação de milhares de crianças e jovens. Dois personagens entre os mais queridos de Mauricio de Sousa, Chico Bento e Zé Lelé, fizeram um animado desafio no palco do evento. Mônica e Cebolinha não ficaram de fora: eles tiveram a missão de entregar os prêmios a Maria Valéria Rezende, ganhador do Livro do Ano Ficção e a Marcelo Godoy, vencedor do Livro do Ano Não Ficção.

Mais uma novidade foi anunciada por Luís Antonio Torelli, presidente da CBL – o lançamento de um prêmio literário para estudantes de escolas públicas.

Prêmio Jabuti 2015 – O mais importante reconhecimento literário do setor editorial brasileiro evidenciou jovens e desconhecidos talentos, que concorreram com autores consagrados e levaram o prêmio, além das pequenas editoras, responsáveis pela publicação das obras. Outro destaque foi a grande participação de autores de diversas regiões do País. “A credibilidade do Prêmio Jabuti foi comprovada mais uma vez. O prêmio mostra as transformações do mercado editorial e registra as inovações. O Jabuti se renova a cada ano”, ressalta a curadora Marisa Lajolo.

Foram muitas as ações desenvolvidas este ano, que estimularam a leitura, aproximaram escritores e leitores e deram visibilidade às obras. Uma delas foi o Jabuti entre Autores e Leitores. O bate-papo de ganhadores de edições anteriores do prêmio com o público aconteceu em bibliotecas, livrarias e universidades e também em eventos culturais, como FLIP e Fórum das Letras de Ouro Preto. Esses eventos vão continuar em 2016.

Além disso, os vencedores do Jabuti foram destaque nas feiras internacionais de livros, como Guadalajara e Frankfurt. O trabalho realizado pelo Brazilian Publishers, um projeto setorial de fomento às exportações do conteúdo editorial brasileiro – resultado da parceria entre a CBL e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Exportações e Investimentos) dá visibilidade às obras e ajuda a divulgar a crescente qualidade do conteúdo editorial produzido pelos escritores brasileiros. “O prestígio e a credibilidade do Prêmio Jabuti continuarão estimulando a criatividade e o hábito da leitura”, diz Luís Antonio Torelli .

Assessoria de Imprensa: Ricardo Viveiros & Associados – Oficina de Comunicação www.viveiros.com.br

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Consciência em tempos de cólera


Luís Antonio Torelli (*)

Embora o Brasil tenha a quinta maior população e o sétimo mercado consumidor, a receita de sua indústria editorial em 2014 representou apenas 2,12% do faturamento mundial do setor.

O percentual confirma matematicamente a pertinência dos esforços a serem feitos para ampliar o número de leitores no País, fator decisivo para o avanço em indicadores cruciais, como educação, saúde, segurança e distribuição de renda, cuja melhoria está ligada de maneira intrínseca ao acesso à informação e ao conhecimento.

No ano passado, foi de 59,3 bilhões de euros o faturamento das 56 maiores editoras de livros do mundo. O número significou avanço de 11% em relação a 2013. O Ranking Global de Editoras é elaborado desde 2007 pela revista francesa Livres Hebdo, em parceria com sites especializados dos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, China e o PublishNews do Brasil, dentre outros.

A última pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, realizada pela FIPE/USP para a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), mostra que a receita do setor em 2014 foi de 5,4 bilhões de reais, ou 1,26 bilhão de euros (ao câmbio de 7 de outubro de 2015). O valor é equivalente a 2,12% do resultado mundial.

Verificaram-se avanços nos últimos tempos no sentido de se ampliar o número de leitores em nosso país, de 1,2 livro/ano, conforme releva a última edição da pesquisa Retratos da Leitura. Esse índice, contudo, ainda está muito aquém do potencial do mercado brasileiro e explica o porquê de nossa participação ainda modesta no faturamento mundial. Por isso, temos insistido na necessidade de se ampliarem os canais de disseminação do livro, como feiras e festivais, encontros com escritores, leitura nos parques e bibliotecas volantes, dentre outras iniciativas.

Esses projetos devem envolver as iniciativas pública e privada, incluindo as escolas, professores e famílias, todos engajados nessa grande causa do conhecimento. É preciso lembrar que o advento da internet, das redes sociais e demais mídias eletrônicas, em paralelo a todos os benefícios que acarreta à comunicação e ao próprio acesso à leitura, exige que a sociedade tenha mais cultura de base e formação adequada.

Afinal, a Web é um território indomado, no qual as pessoas que não têm um mínimo de informação acabam sendo presa fácil para conteúdos inverídicos, causas políticas e religiosas radicais, atitudes exageradamente sectárias, a violência e a retórica dos falsos profetas. O livro, em sua forma tradicional ou eletrônica, é a grande bússola no universo inóspito da Web e nos labirintos da complexa civilização contemporânea, capaz de orientar os indivíduos e estabelecer parâmetros capazes de separar verdades e mentiras e ajudar a todos a entender o mundo.

É, ainda, a mídia mais eficaz para a assimilação dos conteúdos científicos e didáticos, ferramenta indispensável à boa escolaridade, desde a Educação Infantil, passando pelo Ensino Fundamental e o Médio, até a universidade. O mundo está em ebulição, no Oriente Médio, na África, na Ucrânia, na persistente ameaça global do terrorismo e na violência cotidiana da criminalidade. A economia também tem sido algoz da civilização, com crises frequentes.

Neste artigo, faço um quase “plágio” do título da obra prima do genial Gabriel García Márquez, para dizer que a consciência em tempos de cólera (não a doença, mas a convulsão global) é a melhor alternativa das pessoas e da sociedade para enfrentar os problemas e melhorar o mundo.

Leitura para todos, portanto, é decisiva e premente!

(*) – É presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

Que lindo é o meu Jabuti!


Que lindo é o meu Jabuti!
*Márcia Lígia Guidin

Não, eu não ganhei um Jabuti. Mas há dez anos recebi convite para integrar a Comissão Organizadora do Prêmio, criado pela CBL há 57 anos. Apesar da distinção, que despertou em mim perigosa vaidade, fiquei reticente: afinal dizia-se que só chegavam ao prêmio escritores consagrados (os tais mandarins da literatura) ou editores com bom lobby. Tais comentários destoavam, porém, das premiações que eu já tinha presenciado, donde vários autores e editores saiam felizes e surpreendidos – antes mesmo do glamour que, hoje, o Jabuti conquistou.

Como o Jabuti é o Jabuti, aceitei a tarefa (voluntária para toda a Comissão, diga-se), e logo descobri, para meu sossego, o solo seguro e virtuoso por onde caminhava e caminha este prêmio especial para a cadeia criativa e produtiva do livro.

Logo na primeira reunião (e tenho estado lá até hoje) vi que a equipe da CBL e a curadoria investem em valor fundamental para qualquer premiação: transparência e isenção. Cartas marcadas? De jeito nenhum! Saibam, autores e editores, que não há problema ou novidade na organização deste prêmio que fique restritos à vontade de uma só voz – a da curadoria ou a dos presidentes da CBL. Todos são convocados e ouvidos todo o tempo. Duvida? Comece pelo nosso Guia de Orientação, ou nosso regulamento –Está lá, no site, e é todo o tempo discutido, atualizado, revisto e republicado.

Para quem nunca soube ( passeiem pelo site, amigos), vale dizer que a escolha dos julgadores das 27 categorias (e estas, claro, vão se ampliando ou afinando como retrato incontornável do crescimento do ambiente editorial) depende de rigorosa indicação e análise. Sabiam que para cada membro titular há sempre um suplente? Aliás, nunca haverá conluio ou debates acalorados a portas fechadas entre jurados; isto porque até o dia da festa, eles não sabem quem são seus colegas. Imagine, então, uma operação de guerra para atender e orientar cada membro das 27 categorias, com três julgadores cada uma? O comitê fica o tempo todo incumbido de auxiliar nas dúvidas. O Jabuti, tenham certeza, começa um ano antes da festa.

Neste ano, há duas novas categorias no prêmio, há tempos discutidas e ponderadas. São “adaptações” de obras gerais – trabalho intelectual muitas vezes brilhante – e “livro digital infantil” – multimídia e já criado para o novo suporte. Pois é, o Jabuti também vai ao mundo digital a passos largos (sem chiste, é claro).

Assim, quem se lembra de polêmicas e controvérsias a respeito do Jabuti, já sabe, então, por que elas existem: porque tudo é discutido, porque porque tudo é público, porque quem quiser que vá acompanhar as apurações de primeira e segunda fase. E, para quem nunca as acompanhou, desde sempre há tesouras para se abrirem em público os envelopes lacrados com os votos que a CBL recebe sob sigilo completo. Também não sabem? Há uma equipe de especialistas bibliotecários a conferir o registro de cada titulo inscrito e auditoria contratada, em tempo real, para ratificar as notas apuradas.

Transparência, espírito democrático e rigor servem a talentos brasileiros do mundo do livro há quase 60 anos. É para isto que existe este prêmio. É em nome disso que trabalham todos os envolvidos e colaboradores. Talvez seja por isso que um prêmio com valores quase simbólicos é tão desejado.

Por tudo isso, e por estar em tão honrosa companhia, se sou convidada a subir ao palco para entregar este ou aquele Jabuti aos premiados, minha alegria é genuína. Já vi lágrimas, já vi grandes sorrisos e já ouvi, pondo em mãos de autores já aclamados (ou não) nossa tartaruga: “ – Que lindinho é o meu Jabuti”.

*Márcia Lígia Guidin
Professora Titular de Literatura Brasileira e Editor

CBL divulga finalistas da primeira fase do 57º Prêmio Jabuti


CBL divulga finalistas da primeira fase do 57º Prêmio Jabuti

No próximo dia 22/10, serão conhecidos os 10 livros finalistas em cada uma das 27 categorias do prêmio.

Os finalistas da primeira fase do 57º Prêmio Jabuti serão conhecidos no dia 22/10 (quinta-feira), após a apuração das 27 categorias, que acontecerá na Avenida Ipiranga, 1267 – 10º andar, a partir das 10h.

Os dez finalistas de cada categoria serão divulgados no site www.premiojabuti.org.br, após validação do Conselho Curador e da Auditoria Ecovis Pemom. Qualquer resultado publicado por outra fonte não será reconhecido como oficial.

Em sua 57ª edição, o Prêmio Jabuti, considerado o mais importante do mercado editorial brasileiro, recebeu 2.573 inscrições.

A apuração da segunda fase, dia 19/11, avaliará e atribuirá notas a todas as obras finalistas na primeira fase. Os três livros que receberem a maior pontuação dos jurados serão considerados vencedores em sua categoria, em primeiro, segundo e terceiro lugares.

A cerimônia de entrega aos vencedores do Prêmio Jabuti 2015 será realizada em 3 de dezembro de 2015, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo.